ANSIEDADE GENERALIZADA: UM OLHAR HUMANO SOB O PROBLEMA

A ansiedade foi considerada pela Organização Mundial da Saúde (OMS) como o “mal do século XXI”. É caracterizada por um sentimento de mal-estar psíquico e físico, causando tensão, medo e agonia. A partir dessa situação, as alunas Heloise Simões e Phaenna Assumpção, do curso de jornalismo da Universidade Positivo, escolheram como trabalho de conclusão de curso realizar um documentário – Ansiedade generalizada – falando sobre o transtorno de ansiedade generalizada primária, registrando as dificuldades que o transtorno provoca.

De acordo com dados obtidos pela OMS no relatório Depression and Other Common Mental Disorders Global Health Estimates, 9,3% da população brasileira apresenta algum tipo de transtorno de ansiedade. Já a quarta edição do Manual de Diagnóstico e Estatística dos Transtornos Mentais (DSM-IV), publicado pela Associação Americana de Psiquiatria em 1994, o transtorno de ansiedade generalizada (TAG) é caracterizado pela preocupação excessiva sobre diversos eventos ou atividades do cotidiano, quando ocorre em dias sequenciais, por ao menos, seis meses – desde que o sujeito considere difícil ou impossível controlar a preocupação.

“Nosso objetivo com esse trabalho foi chamar a atenção para a necessidade de atenção à saúde mental, visto que os diagnósticos podem ser confundidos e o paciente não ter tratamento adequado, agravando a situação, assim contribuindo para tratamento adequado em casos primários e secundários e atribuir caráter humano ao problema, ao mostrar e acompanhar o cotidiano de quem sofre com a doença sem a intervenção de especialistas, pelo menos no produto, mas sem deixar de reforçar sua importância”, relatam as alunas.

Segundo as documentaristas, em suas pesquisas para a construção do documentário, a ansiedade e a preocupação são acompanhadas por três ou mais dos seguintes sinais: inquietação, cansaço, dificuldade de concentração, irritabilidade, tensão muscular e perturbação do sono. Estes sintomas devem ser apresentados durante o tempo citado e não podem ser provocados por condições clínicas ou pelo uso de substâncias.

Ambas as jornalistas criticam a forma vaga como a imprensa noticia problemas psiquiátricos, podendo induzir uma interpretação equivocada por parte do público. Para elas o jornalista não é neutro, é participante ativo da construção da notícia e as representações sociais têm forte participação na elaboração do seu texto.

 

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